Se dúvidas houvesse quanto à máxima de "a ignorância paga imposto", aí ficariam elas tiradas, ainda que, neste caso, com um sorriso a sublinhar.
Apesar de tudo esta gaffe protocolar, tal como refere a peça da CNN, decorre de um encadeamento de mal-entendidos onde é fácil apontar dedos e bem mais construtivo reagir como fez a rainha; reparar o lapso e rematar tudo com um sorriso.
Não deverá ser essa uma regra de vida, em todas as horas?
Hesitei em escrever este post por ser chocante e degradante demais para seres a quem a natureza chamou...humanos.
Ajuíze por si mesmo(a) ao visionar o video abaixo anexo e tire as suas próprias conclusões.
São imagens recolhidas por uma organização suiça de protecção dos direitos dos animais numa “fazenda” de produção de peles na província chinesa de Hebei.
Muitos dos animais esfolados vivos só morriam cinco a 10 minutos após o primeiro corte, no meio de um sofrimento inenarrável.
E a morte acaba por ser um alívio para animais que antes de serem esfolados vivos aguardaram por tal destino durante dias, em gaiolas, expostos ao frio, chuva ou tempearturas escaldantes.
Se quiser saber mais desta investigação da PETA siga este link:
http://www.peta.org/feat/ChineseFurFarms/index.asp
Eu sei que tenho tudo "errado" para o afirmar; sou branco, tuga e, ainda por cima, reincidente a "botar" faladura desconfortável sobre coisas que "não-me-dizem-respeito".
Peço pois assim emprestado o "afronto" a alguém "galoado" como Pepetela, hoje citado na Reuters a afirmar, sem papas na língua, como lhe é timbre:
- Angola é um vulcão à beira de erupção a menos que o combate à pobreza se torne prioridade urgente e palpável.
Alguém o escutou a ele? É possível!
Alguém transformará a lucidez em acção? Bem...isso é outra cantiga.
Pobre protesta baixinho, pois então. Até ao dia em que morde na bota calcadora. Ou já esqueceram o destino da barriga que vai esticando enquanto mingua a da maioria?
Claro! - Vão dizer! Lá vem o Mateus, esse tuga, branco, confusionista, meter pau em sopa alheia.
Acontece que amor pelas gentes é peganhento. E ao africano, muitos o sabem, se peganhentou meu sentir.