No gume dos limites da informação perdemos a capacidade de saber até que ponto nos subtraem verdades politicamente desconfortáveis ou compramos como verdadeiros relatos total ou parcialmente distorcidos.
Na era do info-espectáculo os telejornais respiram e vivem das audiências...e ponto final.
Se os governos não se preocupam com o perfil de sociedade e de Homem que construímos (sem direcção que não seja a aritmética) qual o papel que resta aos media? Vestir-se de D.Quixotes ou acomodar-se e sobreviver?
Será esse o mundo que queremos deixar para os nossos filhos?
Os dois movimentos separatistas cabindenses reclamam a autoria do atentado sangrento que vitimou futebolistas togoleses em trânsito para o enclave.
E um deles, a FLEC-PM, avisa mesmo que haverá novos incidentes do género durante a Taça Africana das Nações de Futebol, iniciada domingo em Angola.
Rodrigues Mingas, auto-proclamado desta facção dissidente afirmou que o alvo dos seus homens nesta emboscada era a guarda militar angolana e não os futebolistas do Togo, por – nas suas palavras – Cabinda estar em guerra.
A mesma argumentação usada por um porta-voz da FLEC-FAC logo após a emboscada de sexta-feira. A diferença está em que o primeiro daquelas facções avisa que irá manter os ataques durante o CAN-2010, o Chefe de Estado Maior da FLEC-FAC anunciou a suspensão das hostilidades durante a prova.
Á gravidade da (irre)solução do problema de Cabinda há várias décadas, acresce cada vez mais a politiquice e as tricas de interesses entre os independentistas no exílio e os elementos armados no terreno.
Luanda insiste tratar-se de uma “questão doméstica” e de “soberania nacional” para rejeitar qualquer pressão ou legitimidade dos independentistas, mesmo quando os cabindenses pouco beneficiam da imensa riqueza natural das suas terras ancestrais.
Nada poderá justificar o derrame de sangue de inocentes – como foi o caso das vítimas togolesas – e daí a condenação generalizada da emboscada como um acto atroz, eventualmente mobilizador de uma caça global aos responsáveis das FLECs armadas.
O problema é de quem tem memória e consciência...porque barbaridades deste calibre ou bem pior já foram protagonizadas por quase todos os países e militâncias, que agora (e bem) chamam terroristas a quem arquivou o respeito pelos direitos humanos, em nome do desespero, de interesses financeiros ou da conquista do poder.
Uma jornalista portuguesa morreu em serviço na Etiópia em circunstâncias contraditórias.
Carina Mateus Barroca, de 27 anos, era natural de Oleiros e licenciada em Relações Internacionais pela Faculdade de Coimbra.
A Rádio da Beira Interior reportou que Barroca perdeu a vida durante um ataque à viatura em que vajava com outros dois jornalistas; uma italiana – que morreria mais tarde – e um francês – que se encontra gravemente ferido.
Mas a Secretaria de Estado das Comunidades foi hoje citada a precisar que se tratou de um desastre de viação e não de um ataque.
Carina Barroca trabalhava para o site económico "World Investment News" e encontrava-se desde finais de Março com os dois colegas na Etiópia a preparar um dossier daquele país para a revista "US News & World Report".
Um comando armado emboscou no Paquistão a caravana onde viajava a selecção de críquete do Sri Lanka provocando seis mortos e sete feridos.
O críquete é uma das modalidades desportivas mais prestigiadas e populares no mundo anglo-saxónico e o Sri Lanka ocupa o quarto lugar do ranking mundial.
Um grupo de 14 agressores, fortemente armados, provocou seis mortos entre a escolta policial da equipa visitante.