Terça-feira, 23 de Junho de 2009

TVS MOSTRAM IMAGENS FALSAS

   Pelo menos duas televisões e uma rádio reportaram a "descoberta" de fotografias de supostos "últimos momentos" do avião da Air France que se despenhou no Oceano Atlântico.

 

   As vítimas (em boa fé) da fraude foram a televisão boliviana PAT e a polaca TVN24 e ainda a rádio holandesa BNR.

 

  Em imagens postas a circular no Youtube, uma apresentadora da PAT descreve em pormenor o que afirma ter sido um registo de imagens, recuperado da memória da máquina fotográfica de um dos passageiros do avião acidentado.

 

  O registo em causa era na verdade uma encenação feita para a série televisiva "Lost".

 

   As duas tvs e a rádio em causa já pediram desculpa pelo erro.

 

 


publicado por António Mateus às 09:49
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Terça-feira, 16 de Junho de 2009

A IGNORÂNCIA MATA

 

   Foi um pilar incontornável da política africano-europeia durante quatro décadas mas, mesmo assim, a sua morte passou praticamente ao lado das televisões e principais media portugueses.

 

   Gostasse-se ou não de Omar Bongo (ou se trate de pura ignorância), o falecido presidente gabonês era o principal corredor entre Paris e a África francófona e foi até à morte deste último, uma das principais vozes africanas escutadas por Jonas Savimbi.

 

   Bongo morreu dia 8 numa clínica de Barcelona, vítima de doença prolongada, quando era o mais antigo presidente em exercício a nível mundial, após 41 anos de Chefia de Estado.

 

   Para as cerimónias fúnebres iniciadas hoje, convergiram na capital gabonesa dezenas de Chefes de Estado e de Governo, incluindo o actual presidente francês Nicolas Sarkozy e o seu antecessor Jacques Chirac.

 

   Apesar de tudo o que acabei de sumariar, Bongo desaparece quase "anónimo" aos olhos de quem decide o que vemos nas nossas tvs e lemos nos nossos jornais. 

 


publicado por António Mateus às 14:44
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Domingo, 7 de Junho de 2009

ELEIÇÕES DO DESCRÉDITO

 

    Centenas de milhões de eleitores são chamados hoje às urnas para escolher eurodeputados do que poderia ser a nossa esperança.

 

   Se as campanhas eleitorais realizadas, pelo menos em Portugal, forem uma mostra do que os candidatos têm para nos oferecer, mais valia nem haver parlamento europeu, tal o deserto de ideias evidente.

 

   Sem excepção, assistimos horas a fio a tricas político-partidárias e mensagens para consumo doméstico, paroquiais e umbiguistas, sem qualquer rasgo de génio ou visão europeísta consistente.

 

   Em boa verdade como e porque criticá-los se o crivo analista dos media que os acompanhou e acompanha, concorre no mesmo sentido, limitando-se a ecoar as inanidades proferidas pelos candidatos?

 

  Vivemos tempos de políticos cada vez mais incultos em termos humanos "monitorizados" por jornalistas com idêntico perfil, com a agravante de nem uns nem outros se darem conta disso.

 

  Depois estranha-se que o descrédito de quem poderia participar votando ou assistindo através dos media (tv´s à cabeça) seja cada vez maior.


publicado por António Mateus às 06:38
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Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

CULTIVAR DA IGNORÂNCIA

 
 
   As três tvs anunciam para domingo três “Especiais: Eleições europeias 2009", todos eles promovidos como mega-eventos de grande aposta editoral.

 

   Afinal a Europa já nos governa hoje em dia mais do que nós nos governamos a nós mesmos.

 

   No “aquecimento” para o dito escrutínio, assistimos a um "sprint" paroquial de tempos de antena e “reportagens” com candidatos a algo cada vez mais ausente dos telejornais e assim subtraído do saber comum; a Europa; como funciona, como influi nas nossas vidas, como e porque nos diz respeito.

 

   É por isso "pacífica" uma abstenção maçiça no próximo domingo. Votar para quê? E em qual dos menores desertos de ideias/propostas?

 

   Do mundo, cada vez mais, vemos nos noticiários apenas as tragédias, os desastres, os modismos e os "fait-divers".

 
   Ao vulgarizar a ignorância colectiva promove-se a estupidificação acrítica. Votar então em quê? Para o quê?

Depois, no domingo, estar-se-à horas a dissecar uma noiva cada vez mais remota.

   Essa coisa progressivamente estranha, caricata, chamada Mundo.  

 


publicado por António Mateus às 22:29
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