Em 72 horas o Papa tornou-se um exemplo de dois extremos opostos:
Irrealismo e frontalidade.
Primeiro, nos Camarões, Bento XVI deu mais um tiro no pé do respeito global pela idoneidade do Vaticano ao condenar o uso dos preservativos no continente mais flagelado do Mundo pela SIDA.
Depois, já em Luanda, sublinhou a obscenidade dos salamaleques internacionais perante um país onde uma pobreza generalizada convive paredes-meias com riquezas indizíveis.
Enquanto em Lisboa a quase unanimidade dos partidos e analistas teve um ataque de amnésia e vestiu as botas do interesseirismo vis-à-vis Luanda, o Papa pediu, à frente de José Eduardo dos Santos, que África se liberte do “flagelo da avidez, da violência e da desordem”.
E mais não digo!
Para quê?
Os homens e as mulheres pecam de forma diferente.
Quem o sustenta é o jornal do Vaticano L'Osservatore Romano, com base numa análise de confissões de fé da Igreja Católica.
O estudo revela que a soberba é o pecado mais comum entre as mulheres, seguido pela inveja, a ira e a luxúria.
Do lado dos homens prevalece a luxúria, seguida pela gula, a preguiça e a ira.