Um dos poemas de amor mais bonitos algumas vez cantados.
Aqui na voz de Mercedes Sosa que projectou à escala mundial a última letra composta por Violeta Parra, um ano antes desta se suicidar pelo fim da sua relação com Gilbert Favre.
O poema Invictus segurou a verticalidade de Nelson Mandela na prisão, depois de ter sido o grito de luz de um jovem, que o compôs, na face de uma doença que lhe custaria a mutilação de um pé.
É um farol de força, de convicção e de tudo o que de melhor pode nascer num coração humano.
Mesmo, especialmente, na hora em que tudo justifica o baixar dos braços, resgata algo mágico dentro de nós.
O principal jornal diário do Kwazulu-Natal vai dedicar uma edição especial ao que chama o Jogo de Sonho, e que opõe na sexta-feira Portugal ao Brasil, em Durban.
The Mercury, um jornal centenário publicado naquela cidade índica, é dirigido desde Novembro pela luso-descendente Angela Quintal.
O periódico promete uma série de surpresas para a sua edição de sexta-feira, incluindo - já revelou - vai voltar a publicar um poema que lhe foi enviado por Fernando Pessoa, quando este frequentava o liceu de Durban.
No destaque do jornal, acima anexo com a devida vénia, o periódico sublinha que os penta-campeões brasileiros defrontam a 25 de Junho a sua antiga potencial colonial.
Madiba nos olhava, cima abaixo, alma afora, como quem nos abraça por dentro.
Saciando-nos a vertigem de estar sempre num outro presente, em busca de um qualquer outro futuro.
Tinha aquela magia de se pequeninar do alto da sua grandeza, para nos agigantar, no segredo de cultivar a luz, aceitando a sombra.
Nasceu com aquele xicuembo contagiante, de nos rasgar humanos, sensíveis, despojados de querer para nós. Estacionar num canto qualquer a vertigem de saciar o eu, quando o segredo da felicidade serena, está no pintar sorrisos em tu.
Eu o olhava, enorme! Ainda mais dentro de si do que no corpo espigado céu acima.
E agradecia mil vezes às curvas da vida, que com ele me anzolaram, magias do estar.