Domingo, 5 de Setembro de 2010

CHICOTEADA PELA VERDADE

 

A iraniana Sakineh Ashtiani juntou à sentença de morte por apedrejamento mais uma pena de 99 chicotadas por uma foto sua ter sido publicada num jornal britânico e assim ter propagado "a corrupção e a indecência".


Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, já fora condenada em 2006 por alegadamente ter mantido “relações ilícitas” com dois homens após enviuvar, sendo então sentenciada a 99 chicotadas (a pena máxima para o sexo antes do casamento é de 100 chicotadas).

Meses depois, noutro julgamento – de uma mulher acusada de ter morto o marido – foi dado como “provado” que cometera adultério quando estava casada e, apesar de a arguida denunciar ter confessado sob coação, o tribunal condenou Sakineh.

As normas desta execução no Irão ditam o uso de pedras suficientemente grandes para causarem dor ao condenado, mas não o suficiente para o matarem de imediato. As mulheres são enterradas até ao pescoço, os homens apenas até à cintura – e perdoados os que conseguem libertar-se pelos seus próprios meios.

 

D:R.


publicado por António Mateus às 01:23
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Quinta-feira, 15 de Julho de 2010

PEDRAS NA CONSCIÊNCIA

D.R.


O Irão recuou na sentença de morte por apedrejamento de uma mulher cujo drama já foi retratado num filme premiado internacionalmente.

Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, foi condenada em 2006 por alegadamente ter mantido “relações ilícitas” com dois homens após enviuvar , sendo então sentenciada a 99 chicotadas (a pena máxima para o sexo antes do casamento é de 100 chicotadas).

Meses depois, noutro julgamento – de uma mulher acusada de ter morto o marido – foi dado como “provado” que cometera adultério quando estava casada e, apesar de a arguida denunciar ter confessado sob coação, o tribunal condenou-a.

Não ficou entretanto claro se a sentença de morte pronunciada a Ashtiani será comutada; apenas que já não morrerá enterrada até ao pescoço e apedrejada por voluntários, como estipula a lei islâmica no país.

As normas desta execução no Irão ditam o uso de pedras suficientemente grandes para causarem dor ao condenado, mas não o suficiente para o matarem de imediato. As mulheres são enterradas até ao pescoço, os homens apenas até à cintura – e perdoados os que conseguem libertar-se pelos seus próprios meios.


publicado por António Mateus às 09:52
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Terça-feira, 27 de Abril de 2010

MULHERES CAUSAM TERRAMOTOS

 

Um clérigo iraniano mal sabia em que se estava a meter, quando atribuiu à semi-nudez feminina a origem dos abalos sísmicos no nosso Planeta.

 

Para Kazem Sedighi o trajar "indecoroso pelas mulheres" conduz jovens a maus caminhos, corrompe a sua castidade e propaga o adultério na sociedade; tudo isso - segundo ele - causa um aumento dos terramotos.

 

Quem não se ficou por um sorriso irónico foi uma estudante universitária do Estado de Indiana, que abalou o Facebook com um "boobquake", um movimento que angariou dezenas de milhares de signatários em poucas horas.

 

Jennifer McCreight apela às mulheres que usem saias ou calças mais curtos do que o habitual, como forma de protesto e de luta contra a opressão do suposto...sexo fraco.


publicado por António Mateus às 13:07
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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

IRÃO QUER TRIPLICAR TROCAS COM PORTUGAL

 

   O Irão quer triplicar para cerca de mil milhões as suas actuais trocas comerciais em Portugal que já remontam há quase 500 anos.

 

   O objectivo foi anunciado pelo Vice-Mne Medi Safari, durante uma conferência de imprensa no hotel Marriot, em Lisboa, onde revelou que os dois países vão lançar um selo do correio alusivo ao quinto centenário destas trocas comerciais.

 

   Safari reeditou o argumento de a democracia no Irão ser bem mais participada do que na Europa, com uma afluência às urnas que foi quase o dobro as recentes eleições europeias.

 

   Contestou por outro lado críticas à democracia no Irão contrapondo que num país como os Estados Unidos, um presidente pode ser eleito sem ma maioria de votos, como foi o caso de George W Bush face a Al Gore.

 

   Safari assegurou que as autoridades iranianas se têm limitado a reprimir pessoas que se aproveitam de manifestações para destruirem bens e património e que as sete vítimas mortais ocorreram durante uma tentativa de roubo de armas numa base militar.

 

   Quanto à restrições a jornalistas estrangeiros, sustentou primeiro não ter conhecimento de tais medidas mas argumentou depois ser evidentem, "em muitas reportagens", uma distorção dos factos, invariavelmente contra o executivo de Ahmadinejad.

 


publicado por António Mateus às 17:04
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António Mateus

Escritor e jornalista. Nasceu em 1960 em Castelo Branco, filho de uma socióloga e de um Oficial de Cavalaria. Licenciado pela UTL e iniciou a sua actividade jornalística no jornal O Globo em 1982. Continuar a ler (...)

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