Quarta-feira, 16 de Junho de 2010

PEDALAR POR AMOR

Foto: Autores do "Histórias sem aquele era uma vez"

 

Vamos pedalar por um projecto humano de todos nós.

 

Depois de termos produzido o livro "Histórias sem aquele era uma vez" para financiar um projecto de apoio a meninas vítimas de tráfico sexual na Guiné-Bissau, um grupo de jornalistas das três tvs, diversas rádios e periódicos escritos vamos participar no Lisboa Bike Tour.

 

As bicicletas em que vamos pedalar na prova serão doadas como meio de transporte à escola sustentada pelo projecto "SOS Meninas Talibés".

 

Torne-se, connosco, parte deste abraço colectivo comprando e divulgando o livro, cuja receita reverte integralmente para um projecto que é também seu.

 

Obrigado!

 


publicado por António Mateus às 20:11
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Sexta-feira, 28 de Maio de 2010

LIVRO POR BEM

Jornalistas "concorrentes" unidos num projecto de todos nós.

 

O livro de contos  "Histórias sem aquele era uma vez" é um colinho que pretendemos dar a meninas vítimas de tráfico sexual na Guiné-Bissau.

 

Eu sou apenas um dos 40 jornalistas que aderiu ao projecto de rescrevermos contos tradicionais portugueses num livro cuja receita reverterá integralmente para a viabilização de a ONG SOS Crianças Talibés.

 

O projecto teve por motor o meu colega e amigo Luis Castro, que detectou e denunciou esta rede de tráfico durante uma reportagem na Guiné-Bissau.

 

Torne-se parte desta ponte de carinho. O projecto também é seu. É de todos os que acreditamos num Mundo melhor e queremos fazer por isso. Obrigado. A si!

 


publicado por António Mateus às 16:40
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Terça-feira, 2 de Junho de 2009

FUNERAL DA NOSSA DIGNIDADE

 

   Quando um Estado não se respeita a si mesmo quem o há-de fazer?
 
   Que dizer das “honras” prestadas hoje em Lisboa a um homem que foi o primeiro e último responsável pela prisão, execução sumária e enterro em valas comuns de centenas de homens que serviram a farda e ordens portuguesas?
 
   Luis Cabral presidia a Guiné-Bissau quando os antigos oficiais comandos negros foram “apanhados à unha” apesar das garantias dadas ao governo português de que seriam integrados nas forças de unidade nacional.
 
   Para evitar “conflitos” Portugal virou a cara às atrocidades cometidas contra aqueles homens por terem cumprido apenas e tão-só ordens de Lisboa.
 
   Para cuspir ainda mais na dignidade nacional, Luis Cabral foi depois acolhido em Portugal como “refugiado”, sustentado pelos contribuintes portugueses e agora sepultado “com honras”.
 
   Diria que quem desceu afinal hoje à sepultura foi a honra de quem continua indiferente e/ou a fingir que nada tem a ver com isso.

publicado por António Mateus às 16:58
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Terça-feira, 17 de Março de 2009

LIÇÃO DE BOM JORNALISMO

 

 
   Vi com todos os sentidos, o coração e a razão, os (excelentes) trabalhos feitos recentemente pelo Luis Castro e o Nuno Patrício (ambos da RTP) na Guiné-Bissau.
 
   Um exemplo de sensibilidade humana, jornalismo no seu melhor e uma bofetada de luva branca em quem insiste que África já não interessa aos telespectadores, leitores e ouvintes portugueses.
 
   O mal é que quem dita os conteúdos dos jornais e telejornais é na generalidade absolutamente ignorante da realidade africana e da forma como esta se borda no nosso existir. E ignorando-a extrapola que não interessa à maioria dos outros.
 
   Agora, de repente, “descobriram” Angola!
 
   Curioso, há poucos meses as eleições naquele país foram cobertas quase como um “fait-divers” quando Luanda já era o destino mais procurado dos nossos empresários e por emigrantes portugueses....
 
   Obrigado Luis também por essa pedrada no charco.
 
 
P.S. Não tenho ilusões, no entanto. O charco voltará a alisar-se, pela força da gravidade.

publicado por António Mateus às 19:24
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Segunda-feira, 2 de Março de 2009

NINO E A AMNÉSIA DA BRUTALIDADE

  

  

   Eram mortes anunciadas. Sem ser preciso um sangoma africano para o descortinar.

 

   Nino Vieira e o Chefe de Estado Maior Na Waié tinham literalmente um ódio de morte recíproco e foi isso que lhes caiu em sorte.

 

   Foi primeiro Na Waié, que por sua vez já sucedera a um Chefe de Estado Maior assassinado no seu gabinete em Bissau.  Agora em vez das balas o destino foi consumado por uma bomba que os apoiantes do general consideraram asssinada por Nino.

 

   O resultado foi um assalto retaliatório à residencia do Presidente da República, onde o entrevistei há dois anos.

 

   Recordo o cofre enorme atrás da sua secretária e de pensar “que cena caricata”. Uma espécie de banco do jogo do monopólio arrumado junto a uma porta de acesso ao jardim traseiro, através do qual Nino saía de casa.

 

   É um país com uma longa história de violências mas onde só se recordam as politicamente correctas.

 

   Alguém se lembra do assassínio brutal e gratuito dos majores portugueses que Spinola enviara para negociar um acordo de paz com o PAIGC à revelia de Lisboa?

 

   Alguém recorda as centenas de militares negros presos, executados e sepultados em valas comuns só por terem servido a bandeira portuguesa?

 

   Às vezes é melhor não haver memória. Sermos todos amnésicos. 


publicado por António Mateus às 19:37
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