O que escreves no Facebook, Twitter e outras páginas pessoais da internet está a ser vigiado por um número cada vez maior de empresas.
Não (ainda) pelos teus chefes - para verificarem a forma como "queimas" o teu tempo de trabalho a escrever posts - mas por empresas que são cada vez mais atingidas por críticas à qualidade dos respectivos serviços.
E as que ainda subvalorizam o alcance deste meio em expansão meteórica é apenas uma questão de tempo "caírem na real" como dizem os brasileiros.
Vê o caso da transportadora aérea United, que menosprezou queixas submetidas pelos "meios convencionais", por um cantor canadiano; Dave Carroll perdeu a paciência, compôs uma música e respectivo vídeo alusivos ao ocorrido e injectou-o no Youtube.
Em pouco menos de um ano, o vídeo United Breaks Guitars já foi visto por mais de NOVE MILHÕES de internautas....e os resultados para a transportadora, em termos comerciais, não deves ter dificuldades em imaginá-los.
E como quem navega na internet aprende rapidamente o que é funcional....
D.R.
É um sinal tradutor da crescente piranhagem humana.
O incidente ocorreu durante uma rave no Canadá.
Jovens filmaram e fotografaram a violação colectiva de uma adolescente e estão a distribuir os registos na internet.
A polícia está a ter extremas dificuldades para conter esta propagação de registos, multiplicadora do trauma da rapariga de 16 anos, que foi violada por seis rapazes.
Para lá de terem assistido impassíveis ao incidente muitos dos participantes na festa filmaram-no com os respectivos telemóveis.
O incidente ocorreu numa propriedade privada em Pitt Meadows (a 23 quilómetros de Vancouver) e os primeiros registos começaram por ser distribuídos através de páginas do Facebook.
E esta? Questionaria o saudoso Fernando Peça.
Imaginem que o Pentágono e as Forças Armadas norte-americanas também já aderiram à febre dos sites sociais globais e têm páginas próprias no Facebook e no Twitter.
A ideia é não só passarem mensagens na primeira pessoa ao seu público alvo mas pescarem recrutas numa população cada vez menos sensível aos media convencionais.
Imaginam um general norte-americano de queixo quadrado, tipo John Wayne, a dirigir-se ao interlocutor tipo "amigo junte-se a nós. Somos aquilo que sempre sonhou mesmo que nunca tenha dado por isso"?
Pois então aí está. Sinal dos tempos. E da agilidade de quem está atento.