Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Liberdades e tabús

 

 

   Era um desfecho anunciado mas nem por isso deixou de acontecer e de pôr tudo de pantanas; depois de o José Eduardo Moniz ter sido empurrado para fora da TVI, os patrões espanhois tiraram o tapete a Manuela Moura Guedes e atrás dela caiu toda a DI da emissora.

 

   No que me toca, estou longe de gostar do estilo da "generala"  por me rever pouco ou nada em informação opinativa. E já não falo da competência e nível cultural de seja quem for o jornalista/apresentador para debitar sobre tudo e mais algum pinto,  do alto de um palanque de suposto perito.

 

   Mas se este último modismo mina a credibilidade do jornalismo, travestindo a liberdade de expressão num megafone arruaceiro-opinativo, o cortar do pescoço aos "gritadores" é pelo menos igualmente grave.

 

   O primeiro desvio traduz uma perda de referências, o segundo; uma perda de liberdades.

Mesmo quando os gritadores em causa já as mutilaram à partida, ao atropelarem a presunção de inocência até prova/juízo penal em contrário.

 


publicado por António Mateus às 13:29
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4 comentários:
De Luiz Rocha a 4 de Setembro de 2009 às 16:26
Parece estar-se aqui no caso de morrer com os ferros com que se matou, normalmente a resolução de injustiças com crimes dá em kaos , ao longo de gerações assim tem sido, mesmo quando muitos são os que tentaram ao longo dos tempos usar outras "armas" que não as armas. Aqui deu-se a foice para os próprios se ceifarem. Embora não seja jornalista custa-se aceitar que o programa de informação mais visto nas TV´s portuguesas fosse um programa ao tipo "sul americano" do que pior se serve nas redes de TV desse continente.
Se calhar "nós" não temo cultura democrática suficiente para perceber que o jornalismo não pode ser nunca dirigido contra alguém mas sim posto ao serviço de todos


De António Mateus a 7 de Setembro de 2009 às 21:54
Luiz Dixit
Nas sociedades onde o saber somado pela idade é um pilar de referencias, dessapanços deste tipo são impossíveis....até porque reza a sabedoria popular...quanto mais sei,....mais sei que nada sei.


De Ana Teresa a 7 de Setembro de 2009 às 18:54
O mais curioso é que neste caso para Manuela Moura Guedes a ausência da dita censura parece significar estar acima da lei. com que autoridade e direito persegue constantemente os mesmos tópicos, as mesmas pessoas, desautoriza publicamente cargos elevados e interpreta as represálias que daí advêm com acusações ridículas de censura? foi sem dúvida uma das melhores decisões do ano.


De António Mateus a 7 de Setembro de 2009 às 21:53
Pois é Ana. E É assim que nós os jornalistas vamos perdendo a visão da floresta de tanto procurarmos lustrar a biqueira dos nossos próprios sapatos.


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