Robert Furchgott, o pai da segunda vida do sexo, morreu aos 92 anos em Seattle.
O cientista norte-americano liderou a equipa de investigadores que desenvolveu o Viagra, o medicamento contra a impotência sexual mais utilizado no mundo.
Em 1978 identificou acidentalmente um elemento relaxante dos vasos sanguíneos, nas células endotélias, que descreveu como Factor Relaxante Derivado do Endotélio, ou FRDE.
Oito anos mais tarde apuraria que o FRDE era na verdade óxido nítrico.
O prémio Nobel descobriu que o óxido nítrico, até então conhecido como poluente (provocado pelo fumo do tabaco e pelos motores dos automóveis), tem um papel vital na regulação da tensão arterial e na circulação sanguínea.
A descoberta deste efeito teve um papel-chave no desenvolvimento do medicamento sildenafil, posteriormente comercializado sob o nome de Viagra, para tratamento da disfunção eréctil.