Apesar de um terço do eleitorado se assumir desapontado com 15 anos de governo do ANC, o partido de Nelson Mandela ainda se aproxima de uma maioria de dois terços na África do Sul.
Quando estão contados 3,6 dos 23 milhões de votos depositados ontem, o ANC soma 64 por cento de escolhas contra 19 por cento da Aliança Democrática, estando as restantes pulverizadas entre mais de uma dezenas de partidos menores.
Surpresa pela negativa é até agora a prestação do novo partido, o COPE, formado por dissidentes do ANC que acusam a actual direcção dos sucessores de Mandela de corrupção e nepotismo, uma percepção partilhada por mais de um terço dos eleitores.
Mesmo assim, com essa aparente convergência de posições e percepções, o eleitorado terá optado pela aposta na Aliança Democrática como principal partido da oposição.
Outro dado relevante é a probabilidade de o ANC voltar a perder o governo do Cabo Ocidental, que conquistara em 2004 e se mantem o principal reduto da oposição.