Emprego e decorrente salário ao final do mês é um dado adquirido para a generalidade dos adultos em idade produtiva, ou, pelo menos, tem-no sido até aqui.
Que é um privilégio gostar-se daquilo que se faz, já o sabemos, mas que o seja ainda e cada vez mais conquistar e manter um posto de trabalho remunerado, isso é um sinal dos novos tempos.
A OIT lança agora um alerta de que quarenta milhões de pessoas podem engrossar este ano o número de desempregados no mundo, se a situação económica se continuar a deteriorar.
A Organização Internacional do Trabalho sublinha ser esse um cenário conservador já que num quadro mais grave tal número poderá atingir os 230 milhões.
Quando milhares de licenciados pelas nossas universidades engrossam anualmente o rol de desempregados ou enganam a fome a trabalhar como balconistas em lojas de comida rápida é bom que repensemos a forma como encaramos os nossos empregos.
No final de contas, um salário seguro e certo ao final do mês vale bem um sorriso dentro de nós a não ser que resolvamos alimentar o mesmo autismo com que encaramos a saúde: - só a valorizamos quando nos falta.
É preciso acrescentar mais alguma letra?