Deslumbrante é quem troca o fel por mel!
É só o político e o homem mais extraordinário que conheci pessoalmente em 26 anos de carreira como jornalista!
Completam-se hoje 20 anos que Nelson Mandela foi libertado após 27 anos de prisão por liderar a luta armada contra o sistema de apartheid na África do Sul.
Tinha 71 anos de idade e todas as razões emocionais para responder da mesma forma a quem o humilhou ao ponto de lhe ser negado o direito de assistir ao funeral do filho mais novo, assassinado pelo regime de apartheid.
Madiba escolheu ser antes uma ponte de luz e reconciliação. Um político que exerceu o poder em serviço de valores de solidariedade, humanismo e de reencontro num país em risco de guerra civil.
O resto é História e, para mim, uma experiência de vida, de seis anos, na periferia de alguém que jamais esquecerei, no resto da vida.
Foto El Mundo
Cada espanhol dedica em média menos de duas horas por semana à vida sexual e a maioria mente quanto ao prazer e prestação.
O estudo deixa virtualmente a nú a pobreza da vida íntima de nuestros hermanos, mas tudo indica que a realidade média não seja muito diferente deste lado da fronteira.
Uma em cada três espanholas afirma ser necessário fingir por vezes o prazer na cama enquanto os homens são fanfarrões sobre a sua prestação.
O estudo envolveu 3 mil espanhois de idades compreendidas entre os 25 e os 70 anos.
A investigação revela que a falta de tempo e o stress estão a devastar a vida sexual dos adultos espanhois (principalmente nos centros urbanos); com a falta de desejo a ser assumida por 52 por cento dos entrevistados.
Apesar de os problemas sexuais preocuparem tanto os espanhois como o colestrol e a diabetes, os tabús em torno do sexo levam a que apenas um décimo das pessoas com problemas nesse foro procurem ajuda.
O estudo sublinha ainda que a facilidade com que as mulheres fingem ter prazer revela o nível de ignorância média dos homens sobre a intimidade feminina.
http://www.elmundo.es/elmundosalud/2010/02/10/medicina/1265806058.html
Era a última pessoa que sabia falar uma das línguas mais antigas do mundo.
Boa Sr vivia nas ilhas Andaman, tuteladas pela India, e pertencia à pequena comunidade dos grande-andamamaneses.
A língua bo - falada pela tribo do mesmo nome, extinta com a morte desta anciâ de 85 anos - era uma entre dez línguas faladas pelos grande-andamaneses e teria por volta de 65 mil anos.
Línguistas acreditam que esses idiomas já eram utilizados na região durante o período Pré-neolítico e que alguns deles seriam originários de África.
Durante os últimos 40 anos, após a morte dos seus pais, Boa foi a última pessoa capaz de falar a língua bo e teve de aprender uma versão andamanesa do hindi (idioma falado por 70% dos indianos) para comunicar com as pessoas à sua volta.
Escute este registo da anciâ a falar a língua agora desaparecida:
Muito mais cedo do que esperamos, todos os que trabalhamos por conta de outrém vamos ter cortes nos salários para evitar seguirmos o descalabro de Atenas.
A matemática é uma ciência lógica e exacta. Quando consumimos muito mais do que o que produzimos, o fazemos há muito e nos habituámos a depender de um Estado em rota de falência (insustentável a médio e - ainda mais - longo prazo), o acerto só é possível através de um aperto de cinto radical.
É como gastar-se todos os meses mais do que o recebido em salário!
Durante muitos anos sustentou-se isso à conta dos décimos terceiros e quartos meses. E depois com a conta-salário. O problema é que o credor – o Estado – também já se endividou ao limite dos juros que consegue suportar!
E agora? A solução é óbvia. Penosa, mas óbvia.
Habituámo-nos a um laisser-passer, décadas a fio, acreditando na sustentação do país por uma suposta qualidade de serviços, quimera que, de repente, está a ser deixada a nú. Sem anestesia.
Para mim que multipliquei o amor pelo meu país - ao residir 16 anos no estrangeiro (por destacamento de serviço) - e me incomodam os velhos do Restelo ser-me-ia "lógico" e fácil enterrar a cabeça num buraco e presumir a ignorância do mensageiro.
Só que eu exerço este meu patriotismo da mesma forma que sou pai; olhando os problemas com carinho e positivismo mas também de forma realista e responsável.
Não se iludam; o filme “Up in the air” de George Clooney poderá parecer uma visão cínica da forma como empresas e países serão cada vez mais geridos. Mas é – em boa verdade – cada vez mais a via-padrão, num mundo onde os valores prevalecentes são financeiros e não humanos ou humanizantes.
Passam hoje 20 anos, o então presidente sul-africano Frederik de Klerk anunciava a libertação de Nelson Mandela após 27 anos de prisão.
Era o início de uma transformção histórica e conturbada que se temeu resultasse numa guerra civil no país maior produtor mundial de ouro.
Afinal, de Klerk e Mandela tornar-se-iam protagonistas de uma reforma exemplar que lhes valeria, anos mais tarde, a partilha do prémio Nobel de Paz.
Sexta-feira, à meia-noite, vou partilhar convosco no cinema Nunálvares do Porto a experiência que foi acompanhar durante seis anos Nelson Mandela como jornalista...
...e ainda ter assistido pessoalmente a quase tudo o retratado no filme Invictus, incluindo a final do Mundial de Rugby que é o ponto alto deste documento assinado por Clint Eastwood e com Morgan Freeman e Matt Damon nos principais papeis!
Até lá!