No Zimbabué, o ainda presidente Robert Mugabe gastou milhões de dólares em celebrações sumptuosas do seu 85º aniversário enquanto o Estado não paga aos professores, médicos e enfermeiros.
A "festa" insulta um povo que celebrou a independência daquela antiga colónia britânca, sob a liderança da ZANU-PF, partido que parece ter esquecido os princípios humanistas defendidos nos seus primórdios.
Pressionado pela comunidade internacional, Mugabe aceitou formar um governo de unidade nacional 11 meses após ter perdido eleições parlamentares mas está longe de assumir uma atitude construtiva face à oposição.
Mugabe culpa a antiga potência colonial não só pelo colapso sócio-económico do país, mas também por uma epidemia de cólera que está a devastar o Zimbabué e já provocou ali quase quatro mil mortos.
O Sporting venceu e convenceu com mérito no relvado, mas a vitória foi manchada por actos de fanatismo e violência de parte dos adeptos leoninos.
Elementos da juventude leonina apedrejaram o autocarro onde viajou a equipa encarnada, no trajecto para o Estádio de Alvalade, e agrediram o roupeiro benfiquista.
São cenas lamentáveis que continuam a envergonhar o desporto português e em nada dignificam os clubes que esses doentes apoiam, sejam eles de que cor forem.
No mundo anglo-saxónico há uma paixão pelos números e pelas estatísticas na análise desportiva.
Pois bem! Dérbi (ou derby na grafia correcta original) é do que se trata e também, tal como o futebol (football) uma expressão e uma acção de baptismo inglês.
Sporting e Benfica já se defrontaram umas 400 vezes. Reza a história que a primeira foi há 101 anos e que o Benfica venceu na altura, como visitado, por 2-0.
Uma e outra equipa já “enfiaram” grandes tareias entre si; o Sporting “deu” 7-1 ao Benfica em 1986 e o clube da Luz devolveu a gentileza por 6-3 em 1994.
Segundo o “site” footballderbies.com este é o oitavo melhor derby do Mundo, pela sua longa rivalidade.
E isto graças também à média de três golos registada nos encontros entre as duas equipas; o sal e a pimenta do futebol.
Logo à noite que ganhe o melhor em campo e que a arbitragem possa falhar, para qualquer dos lados, como os jogadores, sem por isso ser crucificada.
Cinco golfinhos encurralados pelo gelo correm risco de morte no litoral da Terra Nova perante os olhares impotentes de residentes locais.
Os mamíferos encontram-se exaustos a nadarem num redil de gelo cada vez mais apertado.
Os golfinhos perseguiam um cardume de peixe quando ficaram encurralados numa enseada pelo movimento de uma placa de gelo.
O vídeo acima anexado ilustra o drama vivido pelos animais e o sentimento de impotência de quem assiste a uma morte anunciada.
Pensou que já tinha ouvido todo o tipo de histórias?
Bem. Então veja lá esta; nos Estados Unidos a peruca de uma mulher salvou-a da morte quando foi alvejada a tiro na cabeça por um ex-namorado.
Cartoon: New York Post
Hipocrisia Ocidental ou dois pesos - duas medidas?
Quando o mundo islâmico protestou a representação de Maomé em caricatura, como insulto aos seus valores religiosos, o Ocidente defendeu ao limite a liberdade de imprensa.
Agora, quando o New York Post fez uma “charla” também em caricatura, onde Barack Obama é “linkável” a um macaco abatido pela polícia, num incidente (real) em Connecticut, lá vieram os racistas (ditos "anti-racistas") condenar a “ponte” como insultuosa.
Em África quando me chamam branco, mulungo (ou outro sinónimo) com indicações racistas (e isso acontece amiúde), acha-se “normal”. Ao fim ao cabo é apenas – segundo os ditos “puristas” – uma contra-reacção aos “séculos de exploração colonial”.
Mas se no mundo Ocidental, um não negro fizer uma piada sobre outros seres humanos mais pigmentados, isso já é algo reprovável e crucificável.
Aprendi há muito que as pessoas mais inteligentes são as capazes de se rir de si mesmas e que não se levam demasiado a sério. E suspeito cada vez mais dos (auto-convencidos) donos da verdade única.
Achei bem mais grave a falta de sensibilidade do Mundo Ocidental na ofensa a Maomé, porque sendo isso sagrado para os seus seguidores, que direito têm outras culturas ou sensibilidades de cruzar tal fronteira?
Que eu saiba, a liberdade de uns acaba onde começa a dos outros.
É a mais recente proposta do universo “Sims” (enquanto não surge o Sims 3 aguardado ainda para este ano) , um dos jogos virtuais mais populares à escala universal.
O Simanimals recria o ambiente da natureza e desafia os jogadores a cuidarem da fauna e da flora num bosque selvagem.
É um jogo preferencialmente virado para crianças, com contornos próximos do mundo Disney, mas atrai outras faixas etárias habituadas a navegar no Sims.
O cenário é um bosque com 25 espécies de animais e 50 de plantas.
O objectivo é conseguir que tudo prospere num clima de felicidade apesar da tensão inata entre as espécies.
Quer tentar? Experimente no link:
http://www.simanimals.com/pt
Depois desta, a última coisa que se pode dizer da Geórgia é que lhe falta dignidade e coragem.
Há seis meses, Moscovo ordenou a invasão do país, espalhou a destruição e morte, tudo em nome de uma alegada defesa da integridade do território.
Os protestos internacionais multiplicaram-se mas no final a Rússia fez o que bem entendeu, quando bem entendeu. Como sempre vem fazendo há séculos.
Na hora da ressaca política, a Geórgia pensou primeiro em boicotar o festival europeu da canção que decorre na capital russa em Maio.
Mas ontem teve uma ideia ainda mais original e digna; vai mesmo ao Eurofestival mas para cantar uma canção chamada “We don´t wanna Put in”, que é uma provocação assumida ao agora Primeiro Ministro russo Vladimir Putin.
E isto para não se levar ao plano vernacular a tradução da expressão, que significa algo bem mais insultuoso ainda que intraduzível num blog como este.
De olhos em bico ficamos nós ocidentais quando olhamos a escala de tudo o que se relaciona com a China, desta vez pelo lado mau.
O jornal Le Monde dá hoje eco de um mega escândalo de contas públicas chinesas, qualquer coisa na ordem de 878 milhões de dólares.
Uma auditoria ao banco central revela que metade dos casos de irregularidades implicam três grandes bancos públicos chineses cotados na bolsa de Pequim.
Por outro, depois de vários anos de corrupção instalada, a luta contra este “cancro” parece ter-se tornado palavra de ordem na China.