Só uma vez vi Nelson Mandela com lágrimas nos olhos, quando recordou a morte brutal do filho mais velho - enquanto cumpria uma pena de prisão perpétua - e o governo de Pretória o impediu de se despedir do primogénito e de assistir ao seu funeral.
Na hora do anúncio de que não iria recandidatar-se à presidencia, explicou-nos (aos jornalistas acreditados na África do Sul) que pretendia dedicar o resto da sua vida aos netos e bisnetos, já que a sua luta de vida o impedira de ser o pai sonhado por seus filhos.
Só posso imaginar a dor imensa que o trespassa agora, depois de a sua bisneta mais chegada, Zenani, ter morrido num desastre brutal de viação, dois dias depois de completar 13 anos.
Ele, o homem que de despediu com um "até já", quando se ajoelhou, junto à sepultura de Joe Slovo, o branco mais senior que com ele remou contra o fim do sistema de apartheid na África do Sul.
Ambha Kahlé (até já - em língua zulu) Madiba!